Mato Grosso do Sul identifica 10 casos da variante Delta em 4 municípios

A SES-MS (Secretaria Estadual de Saúde de Mato Grosso do Sul) divulgou, na manhã desta quinta-feira (07), o mapeamento genômico do vírus SARS-CoV-2, que confirmou apenas 10 casos da variante Delta da covid em 4 municípios do Estado. Então, a variante P.1, identificada em Manaus, é predominante em MS e representa 43,3% dos casos.

Diferente de estados como São Paulo - que faz divisa com MS - em que a variante Delta é responsável por 95% dos casos confirmados, MS tem uma taxa de apenas 2% das amostras enviadas para análise com esta cepa. 

Em MS, a Delta foi confirmada nos municípios de Campo Grande, Corumbá, Ladário e Amambai. Os primeiros casos foram confirmados em setembro.

Para o secretário estadual de saúde, Geraldo Resende, o avanço da vacinação em MS, que ocupava o 1º lugar entre os estados com maior porcentagem de pessoas imunizadas contra covid, foi essencial para frear a chegada de novas variantes ao Estado. "Nós tivemos a confirmação da presença da Delta desde julho no nosso território. A vacinação, principalmente, nos 13 municípios da fronteira, nos ajudou e evitou que a Delta se espalhasse. A nossa estratégia continua a mesma, de avançar na aplicação da segunda dose ou dose reforço nos idosos e profissionais de saúde. A pandemia ainda não passou e precisamos estar atentos a estas variantes”, declarou.

Variantes que circulam em MS

O Boletim Epidemiológico da SESidentificou que Campo Grande é o maior município com o registro de 13 tipos de variantes, incluindo a Delta. Logo em seguida, vem os municípios de Dourados e Chapadão do Sul, com seis tipos de variantes. A cidade de Três Lagoas também aparece com pelo menos cinco tipo de variantes identificadas. Por outro lado, os 10 municípios: Anaurilândia, Bataguassu, Caarapó, Caracol, Cassilândia, Glória de Dourados, Jaraguari, Jateí, Juti, Laguna Carapã não registram a presença de variantes.

Depois da P.1, as variantes mais comuns em MS são: P.1.7 (16,3%), B.1.1.28 (12,8%), B.1.1.33 (8,2%) e a P.2 (12,2%). Existe outras ainda como a B1 (responsável pelo surto no norte da Itália no início de 2020), B1.212 (sul-americana), N.4 (Chile), P.1.2 (Brasil, Argentina, Países Baixos, EUA e Espanha), A.2.5.2 (Itália, EUA e Reino Unido), B.1.1 (Europa), B.1.1.247 (regiões norte da Europa e da África e Gâmbia, na África Ocidental) B.1.1.274 (Inglaterra, Tailândia, Rússia e EUA), B.1.1.44 (Reino Unido, Dinamarca e Islândia) e B.1.240 (EUA).

Variante Delta

Coriza, dor de cabeça e ardência na garganta são os sintomas mais comuns relatados por pacientes com a variante Delta da covid. Perda de olfato, perda de paladar, tosse e falta de ar, por outro lado, não são mais tão relatadas nos atendimentos das últimas semanas, segundo médicos que atenderam esses casos.

Diante dos sintomas parecidos, a recomendação é que, no terceiro dia de sintomas, o paciente já realiza um exame RT-PCR para confirmar ou descartar essa possibilidade.

Então, basicamente, sem os sintomas mais clássicos da covid como perda de olfato ou paladar, o paciente tende a confundir mais facilmente com uma gripe, no entanto, as recomendações seguem as mesmas: uso de máscara, higienização constante e evitar aglomerações.

Conforme os médicos, em caso de agravamento do quadro clínico, os sintomas são os mesmos da variante P.1, a predominante da covid no Brasil.


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Crédito matéria: Da Redação com Assessoria